sábado, 27 de abril de 2013

Meu sertão querido

Tu que não tiveste a felicidade
Deixe a cidade e vem conhecer
Meu sertão querido, meu reino encantado
Meu berço adorado que me viu nascer
Venha mais de pressa, não fique pensando
Estou te esperando para te mostrar
Vou mostrar os lindos rios de águas claras
E as belezas raras do nosso luar.


Quando a lua nasce por detrás da mata
Fica cor de prata a imensidão
Então fico horas e horas olhando
A lua banhando lá no ribeirão
Muitos não se importam com este luar
Nem lembram de olhar o luar na serra
Mas estes não vivem, são seres humanos
Que estão vegetando em cima da terra.


Quando a lua esconde logo rompe a aurora
Vou dizer agora do amanhecer
Raios vermelhados riscam o horizonte
O sol lá no monte começa a nascer
Lá na mata canta toda a passarada
E lá na paiada pia o xororó
O rei do terreiro abre a garganta,
Bate a asa e canta en cima do paiol.


Quando o sol esquenta, cantam cigarras
Em grande algazarra na beira da estrada,
Lindas borboletas de variadas cores
Vem beijar as flores já desabrochadas,
Este pedacinho de chão encantado
Foi abençoado por nosso senhor,
Que nunca nos deixe faltar no sertão
Saúde, união, a paz e o amor.

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